Grandes empresários que foram à ruína

Por medo de inovar no mundo corporativo, grandes empresas foram à ruína por não acompanharem os avanços tecnológicos e as inovações ao longo dos anos. Nesse sentido, é possível perceber a importância de se manter ativo em mudanças constantes para não perder o espaço no mercado e garantir a presença antes que seja tarde demais.
Para exemplificar grandes empresários que passaram por essa triste queda depois de ter feito tanto sucesso em todo o mundo, nós da América Expert fizemos uma lista com dez grandes empresários que foram do sucesso à ruína por deixarem de inovarem os seus negócios. Acompanhe abaixo!

Kodak

Essa é uma das histórias mais tristes e fascinantes concomitantemente. Provavelmente, todos sabem que a Kodak é uma empresa que promoveu uma grande revolução no mundo fotográfico e, além disso, foi líder mundial durante quase todo o século XX.
Em 1975, a própria empresa foi responsável por criar a primeira câmera digital, porém, os executivos da empresa ignoraram essa tecnologia por considerar uma “tecnologia disruptiva” e, em 2012 a empresa entrou em falência por ignorar a inovação tecnológica que ela própria criou.

Sony

A Sony, pode-se dizer que ainda permanece no mercado e no imaginário de seus usuários, no entanto, nada se compara aos anos 1979, por exemplo, quando lançaram o Walkman que renovou a forma como todos lidavam com a música na época.
No entanto, com a chegada de outros dispositivos no mercado, como o MP3 player, as vendas do Walkman desapareceram pouco a pouco até sumir de vez do mercado da mesma forma que os MP3 players foram substituídos, mais tarde, pelos novos smartphones.
O que impressiona na história da grande empresa da Sony é que ela possuía todos os conhecimentos tecnológicos para inovar e lançar produtos melhores e mesmo assim, não investiu em versões atualizadas de seu produto, fazendo com que a falta de ousadia em inovar os deixassem para trás.

Hitachi

Quem lembra dessa marca hoje em dia? Pois é, e a resposta para a pergunta é muito simples: não acompanhou a revolução digital e as inovações do mercado. A Hitachi disputava no mercado na década de 1980 juntamente com a Sony, Sharp e Panasonic.
Pelo fato de não investir em acompanhar a transformação tecnológica e inovações que o mercado de eletrônicos passa, hoje em dia a empresa perde bilhões por ano. Em 2012, foi anunciada a sua redução de fabricação de TVs e o foco permaneceu somente em produzir chips e projetores.  

Nokia

A Nokia é uma das grandes empresas que perdeu para a sua própria transformação no mercado global. Entre os anos de 1990 e o início de 2000, a empresa finlandesa tinha domínio no mercado de celulares, mas acreditou firmemente nisso e se acomodou e não somente isso bastou para se manter líder, a inovação é sempre necessária.
Em 2007 a Apple lançou o iPhone e deu-se início a uma nova jornada de smartphones e, quando a Nokia percebeu que precisava atualizar os seus dispositivos, já não adiantava mais, pois o seu sistema operacional não foi recebido de braços abertos pelos seus usuários, pois o Android e IOS já tinham tomado seu espaço.

Xerox

A Xerox foi uma empresa muito importante em todo o mundo, especialmente, no Ocidente que, até os dias de hoje, sua marca é sinônimo de fotocópias. A empresa, além disso, esteve por muito tempo na dianteira de inovações, ela foi a primeira a criar o PC, mas na época os diretores achavam que digitalizar seria algo muito caro.
Entretanto, com a revolução e inovação tecnológica das impressoras multifuncionais e computadores domésticos, a Xerox foi, completamente, deixada para trás.

Yahoo

Na primeira metade do século XXI, o Yahoo dominou o mercado das mídias digitais e essa empresa é um exemplo típico de como evitar a ruína. No começo de 2000 a empresa optou por não se adentrar no mercado de pesquisa online, em 2002 estavam prestes a fechar um acordo para comprar o Google, mas não finalizaram e, no ano de 2006, quase compraram o Facebook, porém, reduziram a oferta e o Mark Zuckerberg recuou a venda.
Atualmente, as duas empresas que o Yahoo não finalizou a compra, dominaram de forma gigante o mercado digital e o Yahoo, infelizmente, foi esquecido pelos internautas.

Toshiba

A Toshiba, empresa japonesa que já foi gigante no ramo dos computadores, na década de 1980 era vista como uma das mais inovadoras do mercado, pois inovou com o seu modelo T1100, primeiro lançamento de laptop para o mercado de massa.
Porém, com a popularização dos laptops e a virada do século, a empresa emperrou o seu crescimento. Em 2016, a Toshiba anunciou que não haveria mais fabricação de PCs para o mercado europeu e, hoje em dia, a empresa vende somente para pagar suas dívidas.

Netscape

O Netscape, hoje em dia, não é conhecido pela geração mais nova, porém, ele era o navegador mais popular dos anos 90 e o favorito na época de internet discada, porém, hoje é apenas um serviço digital como tantos outros, já que foi devorado pela Internet Explorer, dentre outros concorrentes mais atualizados e inovadores.

BlackBerry

O BlackBerry foi um sucesso gigantesco no fim da década de 1990. Eles foram os pioneiros pelo início de tablets celulares com acesso à internet, para se ter uma ideia do tamanho de seu histórico importante. Seu dispositivo possuía tecnologia de ponta, porém, a empresa sempre ignorou a experiência dos usuários que reclamavam da tela pequena.
Com a chegada do Galaxy e do iPhone com telas grandes e celulares muito estilizados e tecnológicos atendendo às queixas frequentes dos usuários, a BlackBerry ficou para trás, sem espaço algum no mercado. E, em 2017, eles anunciaram a sua saída no mercado de smartphones.

Polaroid

Fundada no ano de 1937, a Polaroid por muito tempo foi muito querida em quase todo o mundo. A marca revolucionou com a máquina que produzia fotografias em poucos minutos de tiradas com o modelo SX-70 e até o fim de 1990, a empresa ficou no seu auge.
Entretanto, no ano de 2001, com a entrada de máquinas digitais no mercado, a empresa anunciou sua falência. Mas, felizmente, a empresa tem tido uma grande esperança com a demanda de máquinas do tipo Polaroid nos últimos tempos.